História
Origem Medieval
A família Studart tem origem em Northumberland, região que separa a Inglaterra da Escócia. O fundador, Vlfus Studhlerde, chegou em 1066 no Exército de Guilherme, O Conquistador. O sobrenome deriva de Stud (cavalo) e hlerde (rebanho), indicando a arte de criar cavalos.
Com o passar dos séculos, os descendentes se estabeleceram entre York e Edimburgo. No final do século XVI, a grafia mudou para Stoodart para evitar perseguições políticas contra a dinastia Stuart. Foi nessa época, em Dunbar, que William Thomas Studart começou a produzir a "Água da Vida".
A Água da Vida
Em 1568, há registros de William Thomas Studart comercializando uísque. Por dois séculos, a família dominou o comércio até a trágica Batalha de Culloden em 1746. Com a derrota escocesa, a cultura foi proibida e teve início a grande diáspora.
Edward Gordon Studart fugiu para Portugal, tornando-se comerciante de vinho do Porto, até que em 1840, seu descendente John William desembarcou em Fortaleza, Ceará.
As Extravagâncias de Carlos
Carlos Guilherme Gordon Studart, farmacêutico e político, herdou o gosto pelos prazeres. Exilado em Aracati por questões políticas, aperfeiçoou o processo da cachaça artesanal. Viveu intensamente até os 103 anos.
Diz a lenda que, ao ser aconselhado por um médico em Paris a parar com "tabaco, álcool e mulheres", Carlos decidiu morrer em grande estilo: contratou coristas, comprou champanhe e charutos para a viagem de volta ao Brasil. Viveu mais décadas após isso, lúcido e alegre, saboreando seu uísque e sua cachaça diariamente.
A Tradição Continua
A produção familiar foi interrompida em 1965. Coube a Carlos Hugo Studart, bisneto de Carlos Guilherme, resgatar essa tradição de 400 anos. Motivada por um desejo imanente pela alquimia, a Casa Studart Cachaçaria nasceu para transformar a cachaça bruta em ouro sensorial.
Hoje, em Pirenópolis, cada garrafa carrega o espírito do normando Vlfus, do escocês William Thomas e do extravagante cearense Carlos Guilherme.