Mestre-Cachaceiro

A Paixão pela Alquimia

Um longo caminho até transmutar cachaça bruta em ouro

Hugo Studart

Por Hugo Studart. Cada um de nós carrega na alma um desejo imanente que nos impulsiona em direção à materialização dos sonhos. Sou cruza de pai pantaneiro com mãe cearense. Meu falecido pai, Jonas (o Velho Bugre), iniciou-me nos vinhos aos 13 anos, enquanto minha mãe transmitiu-me o legado ancestral pelos destilados.

"Fui jornalista e professor por ganha-pão, historiador por vocação e, desde sempre, alquimista por paixão."

Nascido em Natal em 1961, no momento em que o homem ganhava o espaço, minha jornada sempre orbitou a alquimia. Do fascínio infantil pelos livros ao refino do paladar adulto, troquei o conhaque e o uísque pela cachaça artesanal de alambique — para mim, o melhor destilado do mundo.

A Transmutação

Tem pelo menos 20 anos que acalento o desejo de virar um alquimista da cachaça – especialista em transmutar a matéria bruta em ouro com sabor e odor. Quando completei 60 anos, tomei as providências para materializar esse desejo herdado de meus ancestrais da Escócia.

Foi um longo e tortuoso caminho até chegar a este estágio da vida, unindo a precisão técnica ao espírito criativo que a cachaça de qualidade exige.

O Intelectual e o Ecologista

Atuei por 30 anos como jornalista nos principais veículos do país (Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Veja, IstoÉ) e lecionei em instituições como UnB e Ibmec. Como ecologista, plantei cerca de 10 mil árvores nativas no cerrado.

Escolhi a histórica Pirenópolis para materializar meu sonho de infância: transmutar o que a terra dá em arte líquida.

Doutor em História Política • Mestre em História • Especialista em Ciência Política